México proíbe dublagem por IA e protege vozes de atores como obra de arte única
- Vitor Abner
- 30 de mar.
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O México aprovou recentemente uma nova legislação, conhecida como Artigo 29, que regulamenta a atividade de dublagem no país. A norma estabelece que apenas seres humanos estão autorizados a realizar esse trabalho, vedando expressamente a utilização de sistemas de inteligência artificial para tal fim.
Com essa medida, os profissionais da voz passam a contar com uma proteção legal contra a utilização não consentida de suas características vocais. A lei reconhece, assim, a voz humana como um instrumento artístico singular, dotado de nuances e expressividade que não podem ser replicadas por meios tecnológicos (no caso: IA). Trata-se de uma salvaguarda que valoriza a interpretação pessoal e a identidade vocal única de cada artista.
Desta forma, consolida-se no âmbito jurídico a premissa de que a dublagem é uma manifestação artística própria, cuja essência reside no talento e na capacidade criativa do ser humano. A iniciativa busca preservar não apenas os direitos laborais dos atores, mas também a autenticidade e a qualidade artística das produções audiovisuais destinadas ao público mexicano.




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